terça-feira, 23 de março de 2010

Aos 17;


Sim, dia 20 de março completei os meus 17 anos...

E a vida nessa idade não é tão fácil quanto parecia, quando eu pequena sonhava em ter esses tais 17 anos...

Mas o que fazer realmente, aos 17?

Correr num caminho sem pensar a onde ir? Viver de maneira que se diga intensamente? Esquecer um pouco de toda uma responsabilidade? Ir à todos os shows que estiverem ocorrendo na sua cidade, mesmo sem curti muito? Destruir a escola no seu último ano? Ir à uma festa e encher a cara? Sair beijando quem apenas tem vontade? Iludir alguém? Usar droga nem que seja um vez? Colocar 2, 3 piercings? Fazer sexo só pela idade? Falar alto com aqueles que merecem seu respeito? Arranjar um namorado só para por o famoso "namorando" no orkut? Falar e falar mal das pessoas, e do relacionamentos delas?

- Talvez sim, talvez não sejam as coisas que aos 17 deveremos fazer, mas é o que muitos fazem.

Aos meus 17, comecei o dia com a percepção de todo um amor que tinha ao meu lado. Vivi, aquele dia de um modo como os filmes, que ao início tem seus problemas, mas logo vem o final feliz. É ele foi assim.
Ao seu fim, resolvi agradecer por ter aquele momento, e ter mais esse ano, e o programei inteiramente. De modo que não pensaria tanto nele, pensaria no que faria agora, que iria se refletir como uma consequência mais tarde, pensaria no futuro.
Pensei, nas coisas que eu fiz e que sempre me fizeram feliz e que não poderia deixar de fazer, mas haverá moderações. Lerei os bons livros, mas agora começarei a ler os "não tão bons", estudarei mais do que de costume, terei e buscarei mais responsabilidades. Farei as coisas com mais vontade, com mais carinho. Respeitarei mais a quem merece. E de uma parte de minhas atitudes eu não posso esquecer... Direi sempre a verdade, olharei nos olhos, e retribuirei todo um amor que me foi e me for apresentado. Desejarei mais o bem, compreenderei mais, esperando ser compreendida. Darei mais sorrisos até ao invisível do que derramar lágrimas à solidão. Pensarei bem antes de agir. Zelarei mesmo pelo meu futuro, e pelo meu objetivo de vitória e de orgulho à aqueles que estão sempre comigo.


Aos 17, eu acho que tudo se reflete em uma só decisão: Me respeitarei mais.
Com o respeito encontrarei tudo o que quero, me farei bem mais feliz, e fazendo feliz também aqueles que estiverem por perto.
Aos 17, eu só quero construir verdadeiramente todo o meu sonho de ser feliz.
Aos 17, ah, eu não posso pensar em desistir, tenho que viver.


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segunda-feira, 15 de março de 2010

Apenas 5 dias.


Faltam apenas cinco dias para um dia em que poderei agradecer por mais um ano de vida.
Apenas 5 dias, em que não será mais 1 ano, 5 anos, 10 anos, os esperados 15 anos e sim 17 anos e véspera de uma possível independência.
É estranho pensar como tudo passou tão rápido, afinal 17 anos não é pouca coisa ou poucos anos e sinto uma sensação estranha, como se eu não me imaginasse com essa idade um dia.
Eu nunca gostei de ficar mais velha, mas sempre antes desse dia que pra muitos é tão esperado, eu sentia aquela sensação de ansiedade, de euforia, mas hoje eu me sinto tão estranha, não parece que faltam cinco dias, não parece que eu vou fazer 17 anos, não consigo sentir isso, nem um certo frio na barriga, uma ansiedade comum que muitos têm e eu já cheguei a sentir várias vezes.
Todo ano, eu saio com amigos, ou minha mãe inventa algo surpresa. Mas esse ano eu não vejo previsão de nada, talvez eu que no fundo não queira nada.
Talvez eu apenas queira deitar um pouco, ouvir uma boa música e refletir sobre tudo que houve aos meus 16 anos. E Ta aí a questão, pois é essa reflexão que não me deixa feliz, meus 16 anos foi o ano mais banal da minha vida, mais triste, sem grandes superações, sem grandes felicidades, apesar de que teve momentos e pessoas que marcaram de certo modo minha vida, que ficarão guardadas comigo pra sempre, e além de tudo ter sido o ano em que mais amaduresci, mas não foi um ano de grandes realizações e talvez seja até esse o motivo de me sentir opacional por dentro, sem vontade de comemorar.
Não posso ser hipócrita e dizer que o fim dos meus 16 anos foi e está sendo ruim, porque está sendo realmente muito bom, mas eu não sei porque me sinto assim, sem dá tanta importância ao meu aniversário.
Sábado passado meus amigos resolveram comigo fazer uma festa comemorando 3 aniversários, aceitei, e foi muito divertida a festa, mas não sentia que estivesse ali comemorando o meu aniversário...

É... Esse texto é mais um desabafo, um texto de transição de um ano não tão bom, para um que ainda tem a esperança de ser bem melhor que o que passou.
Virei a descrever meu dia de aniversário. E virei a ser bem mais feliz, porque eu sei que posso, e eu sei que mereço.

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sábado, 6 de março de 2010

Força divina;


Eu queria mesmo um belo sol, mas só me foi apresentada uma grande chuva, assim, inesperadamente, quase um susto.
As gotas vinheram de modo solene, começaram a me tocar, de modo que ao olhar ao céu, as vi e as sentir com mais intensidade me tocando de maneira forte.
Eu não queria deixar que aquelas gotas fortes tocassem e inundasse tudo o que tinha de mais precioso. Aquilo que eu tinha por dentro.

Corri sem nenhuma proteção. De início elas realmente me incomodavam, como se estivessem me dando grandes tapas.

Um vento forte soprou, parei, respirei fundo, e me deixei envolver em toda aquela força que levemente acalmava meu coração. Olhei ao céu com a ingenuidade de uma criança, e vi um
pequeno brilho, que me fez forte, refletindo emoção em meus olhos.

Senti toda a verdade daquelas forças, e as deixei agirem, com gestos que me tocaram a alma.
E já não podia correr, já não podia ter medo, de toda aquela divindade.

Ele me tocou, Ele me olhou aos olhos, sentiu de maneira única meu coração.
E de maneira intensa, me disse: " que por mais que eu deseje algo diferente, por mais que eu fuja, por mais que eu tenha medo, Ele, jamais me deixará ".
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terça-feira, 2 de março de 2010

Apenas uma carta de amor;



Essa é a história da primeira e última vez
que amei e me apaixonei de verdade,
pelo lindo, complicado, fascinante homem que habita minha alma.

Eu tenho certeza que ainda ocupo parte de seus pensamentos, mas poderá chegar um dia em que encontre um outro alguém que ocupe esse pensamento inteiramente, então eu vou dizer isso enquanto ainda dá tempo.
Se a gente estiver junto ou não, voce sempre vai ser o homem da minha vida.
A única mulher que eu vou sempre invejar, vai ser aquela que ter o seu coração.
Porque eu sempre acreditarei que é meu destino ser essa mulher.
Se a gente nunca se ver, ou nunca mais se falar de novo, e você estiver por ai andando sentindo uma certa presença ao seu lado...


Serei eu, te amando, aonde quer que eu esteja.

Descobri que o destino, é a ponte que você constrói até a pessoa amada. Eu com a vontade de construir uma outra ponte, de um outro sonho, por tempos pararei de construir esta.
O tempo foi sempre o meu grande aliado, e é o unico que me dirá, se realmente haverá o tempo em que voltarei e poderei construir essa ponte em que no final, voce estará a me esperar.
Espero que um dia leia, e sinta forte essas palavras. Porque o que faço hoje é dar todo um tempo, porque pra gente dar certo no futuro, eu tenho que esquecer e entender um pouco de nosso passado.
Se por muito tempo, eu não lhe procurar, não é porque eu não amo você, porque eu te amo. E não é porque eu não sinto a sua falta, por que eu já sinto a sua falta. Só significa que eu ainda não estou bem, e que essa história ainda não acabou.
Você pode esperar por mim? Eu desejo com todo o meu coração, que você possa me esperar.



sábado, 27 de fevereiro de 2010

Olhando pro céu, olhando pra vida;



Deitada sobre a grama, fechei os olhos e comecei a imaginar grandes felicidades que poderiam estar a acontecer comigo. Ao conduzir um sonho em minha mente, mal imaginava diante de quanta felicidade metafóricamente me encontrava. Abri os olhos e vi um grande azul, e comecei a ve-lo de modo que jamais havia visto.

Era uma representação de vida, composta por um infinito de felicidades, chamado céu.
Olhei aquele azul, aquele brilho, aquelas nuvens, e me vi ali, misturada no meio de tanta felicidade.
Ao passar o tempo, vi que aquela felicidade tão linda e segura, ia se desfazendo, se ocupando de uma pequena escuridão, que logo seria grande. Pensei... Mas nem no céu a felicidade pode se fazer eterna? Sempre, como na vida terá uma escuridão que a tirará, mesmo que momentaneamente?
Esperei mesmo o tempo passar ali, olhando tudo, cada detalhe pra ter certeza do que aconteceria.
Reparei que uma pequena essência da tal felicidade, que a cada vez mais que a escuridão vinha marcando sua presença, mas essa essência ia ficando forte, brilhando muito, não se esmorecendo se fazendo mais graciosa.
Era uma pequena e radiante estrela.

Vendo de uma outra forma, percebi que ela era, ou pelo menos deveria ser como nós, no caso deveríamos ser como ela.

Que mesmo na escuridão, numa possível infelicidade, que vem pouco a pouco até chegar a ocupar tudo que a cerca, ela está ali, se fazendo forte, se fazendo brilhante, trazendo toda a felicidade do infinito em que se encontrava, fazendo dela que era tão grande, que a fazia transparecer no meio de tanto, eterna. E ali, tão linda, ela não deixara de existir nunca e não desistia principalmente de estar ali, esperando aquele momento passar, para viver no meio de tanta felicidade de novo, para quando esse momento voltar ela brilhar mais forte ainda, se fazendo mais bela.





Hoje sempre que a vejo penso...


" Das estrelas do céu, me farei a mais bela, a mais forte "




sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O buquê;


Para todas as meninas que sonham com o tal do casamento, o buquê seria o primeiro sinal de que esse sonho será realizado. Ao pegá-lo recebe-se o encanto de todo um amor já construido, seguro e abençoado por Deus. Todas querem pegar, no intuito da seguinte tradição " quem pegar será a próxima a casar" . Algo ilusório ou apenas folclore não importa, todas as mulheres solteiras se unem para pegar o tal buquê, pois o que importa é a fé que se deposita ali.
Me lembro de cada instante...
Ao começo do casamento a cerimônia, a noiva veio linda, espalhando seu brilho onde passava, e encantando meus olhos. Incrível que nunca tinha sentido tanto a presença de Deus como naquele dia, meu coração estava leve com uma felicidade que até então não existia claramente, havia um certo peso no peito e parecia que tudo tinha passado. Talvez nem os pais da noiva tenha visto aquela cerimonia de modo tão puro como vi, e como o abençoei. Naquele momento só pensava, como esse dia realmente deve ser único a uma mulher, e nunca havia pensado de tal forma. Pensei como se fosse o meu dia, lembrei do primeiro dia em que conheci o homem que habita minha alma, em que ao ir dormi fechei os olhos e sem pensar me vi caminhando diante dele , que me esperava com um grande sorriso. Naquele momento parecia que o sentia do meu lado e era nele e em tudo que me fez o amar que pensava com o encanto de tal união feita por amor. Já não pensava que não tinha mas aquela união, apenas sentia sua presença tão forte ali, como se Deus estivesse o colocando ali do meu lado, pra sempre.
Contudo, a celebração terminou, comprimentos aos noivos e a festa começou. Eu já nem me lembrava dessa tradição de jogar o buquê, quando as mulheres foram chamadas e correram com a tal esperança. Eu não iria se não recebesse um toque de minha mãe, eu não iria, mas naquele momento eu me vi com algo que já não tinha a tempos, uma certa fé em relação a todo o amor que tinha e fui esperando um simples sinal.
Eu ali, com todas as outras, apenas pensei nele, senti ele, naquele que ocupava o meu coração, e não me lembro bem da noiva jogando o buquê, mas me imaginava o pegando. E eu estava ali mas ao mesmo tempo estava tão longe, quando então eu abri os olhos para tudo que estava acontecedo, o buquê veio em minha direção, algo tão inusitado e intuitivo me fez levantar as mãos, e nelas ele se encaixou. A atenção então se voltou para mim, e até parecia mesmo que eu tinha ao menos um noivo (risos). Uma sensação tão ofegante e tão boa existia em mim naquele momento.
Jamais havia pensado no que iria acontecer, jamais havia pensado de quão sentimento iria me inundar naquela noite. E ela passou, e hoje, guardo um encanto daquele buquê, uma pequena rosa, com palavras em sua volta, emitidas primeiramente daquela sensação, daquele sentimento, para que um dia, no dia certo, eu a veja de novo, sinta aquelas palavras, sinta aquela sensação, e pense que sim, a fé do amor não morrerá, ela permanecerá enquanto acreditarmos que ela será o motivo de uma eterna felicidade, e que aquelas sensações estarão sendo sentidas novamente, só que com mais intensidade para mais um novo momento único.
Que daquela rosa, venha um grande amor. Que daquelas palavras venha uma eterna verdade. Que daquele dia venha mais uma presença divina.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Pequena confusão;


Já havia dias que já não podia escrever uma só palavra. Já não tinha palavras que pudessem descrever o que eu sentia. Já não podia, já não queria saber o que era todo aquele sentir em mim. Existia o medo de saber o que aquilo poderia me causar. Mas eu não podia deixar de sentir.

Era uma dor misturada com uma felicidade, era um medo misturado com uma coragem, era um amor misturado com ódio, era uma preguiça misturada com força de vontade, era uma verdade misturada com uma mentira, era sucesso misturado com fracasso, era, talvez ainda seja, a coisa mais estranha que já senti.
Movi pensamentos para que ficassem distantes de tudo isso, ligados só às partes boas dessa minha história.
No fim dessa movimentação, já incontrolável, voltei às minhas próprias palavras e vi que já não dava mais para movimentar pensamentos, fugindo da parte que deixei ao lado, dos meus próprios sentimentos, das minhas verdades, e tinha que sentir verdadeiramente tudo isso e viver.
Senti. Vivi.

Senti algo, que já não sentia à algum tempo. O alívio.
Tirei de mim o sentimento que quanto mais fugia, não percebia que mais o sentia. O medo. E quando o encarei, tudo mudou.
Tudo passou, e até parece que agora que tudo começou, como se eu tivesse sentido a primeira batida do meu coração ou dado o primeiro olhar ou suspiro de amor.

Sem medo, vi, descobri o que era aquilo que me provocava tanta aflição.
Era só uma pequena confusão. No meu coração.