sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A thousand years.

É como se não houvesse passado, nem ao menos futuro.. Apenas uma garota, perdida, em um presente.
Algumas coisas ela compreende pouco, outras até demais.. Ela sabe o que ela quer, ela sente.
Tem medo de voltar atrás, tem medo de ter mudado uma vida. Mas tem calma... Sabe que o melhor ela fez, tentou, tenta a cada segundo.
Tem tantos sonhos, ainda que alguns concretizados. Tem buscado, tem acreditado.
Tem sorrido tanto, de vez em quando até chora... Gosta de ser humana, de sentir pelo rosto cair a água que vem da alma.
Ora revira algumas páginas, ora escreve outras. Tem saudade, mas quer tudo novo.
Voou entre os astros. Viveu um número. Se engrandeceu na Verdade.
Conheceu tanto, desconheceu também.
Tem procurado maneiras de se explicar, de caminhar novamente pelo caminho que a trouxe até aqui.
Não adiantou muito. Descobriu algo que não consegue...
Sente apenas que tudo veio no seu momento certo, como deveriam ser. Sente que saiu do círculo que andava há tempos, que entrou numa linha infinita, em que ela nem sonha com o seu fim. Sente coisas passageiras, curvas que vieram apenas pra mudar, em cada dobra finalizar.
Ela quer tanto... Talvez até mereça.

Sem porquê, sem saber, por querer: agradece.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Quero te encontrar, reencontrar... Preciso tanto me contar.


Quanto tempo, meu querido.
Tenho tanta coisa pra lhe dizer, quatro meses se passaram e nós ficamos tão distantes... 
É, eu sei, não precisa dizer nada... A culpa é minha, toda minha! Tenho estado tão ocupada finalizando, começando, recomeçando, construindo, plantando, colhendo... Ah, vivendo. 
Só agora vim aqui dividir tudo com você.
Tenho enfim, seguido meus conselhos... A vida tem me levado pra caminhos que me ocasionam a isto, e de um jeito tão simples e ao mesmo tempo tão divino... Tenho cuidado mais de mim, construído com pedras fortes meu castelo dos sonhos, fortalecido a cada dia minha fé, alimentando meu coração e sentindo forte a felicidade de um jeito que há tempos não sentia.
A verdade tem estado tão presente, já não há medo, receio, orgulho, espera, ilusão. Tudo tem mudado, aos poucos, cada dia é um presente de Deus... E eu tenho estado em pleno estado de gratidão.
Ah, meu querido, quero tanto estar com você. E vou!
O ano está acabando, quero dividir com você os últimos momentos, e iniciarmos juntos uma nova história.
Você constrói  meu sonho, você faz tão parte dele.
Que estejamos juntos sempre, que registremos cada sentimento, pensamento, desejo, momento.
Até mais tarde.




quinta-feira, 18 de agosto de 2011

E eu ainda insisto em pensar que posso ser durona, que posso fingir que não me importo, que não sonho mais com o que se acabou e que a felicidade é constante em mim. É até bom se sentir assim, por vezes a gente se encontra numa plenitude que nem se pode explicar. Porém, é tudo meio falso, pois a gente fecha um pouco os olhos, reprime muitos sentidos e no fundo não se importa com que realmente deveria se importar, que é com a gente mesmo. A gente acaba se escondendo e fugindo de algo que dói. Fugir de alguma dor não faz com que ela se acabe, a gente apenas a estaciona e uma hora ou outra temos que voltar e fazer com que ela caminhe, pra gente caminhar também. Ultimamente eu tenho querido as coisas de forma muito rápida, até mesmo nesse aspecto da minha vida, diante de alguma dor, tenho pulado a etapa da cura, já busco me sentir artificialmente curada (risos). Estou muito estranha, tenho desrespeitado alguns sentimentos, até parece um despeito com o que eu mesma sinto, um orgulho que faz com que eu evite ter contato comigo mesma.


A questão é que algum tempo atrás, prometi cuidar mais de mim, me proteger mais. Nisso, incluía não me permitir sofrer. Busquei “não” me permitir da pior maneira... Me evitando. Talvez eu tenha que parar com essa história de querer salvar o mundo e me salvar. Tenho pedido tanto por mim, e tenho me escutado tão pouco... Está na hora de mudar as promessas, ou agir diferente diante delas.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Encruzilhada dos sonhos

Eu não quero abrir mão de vários sonhos por um só sonho. Essa é a verdade.
Complicado, quando esse "um", hoje parece ser o mais importante... Mas dói pensar que posso não viver os outros.
Os outros sempre estiveram comigo, sempre me guiaram em um só caminho. Agora esse... Não que ele não estivesse sempre comigo, mas é que eu não sabia que pra viver ele, eu tinha que entrar em uma rua escura, sem saber o que tem no seu fim de fato, deixando pra trás o que eu encontraria, o que saberia que encontraria no outro caminho. É tudo tão incerto. Quero viver esse sonho, nem que seja por um segundo, mas quero viver os outros também, e por uma vida inteira.
Talvez eu possa voltar no caminho, caso não encontre o que eu esperava no fim da rua. Mas é só uma possibilidade, devido a isso, tenho medo de me perder, voltar e os sonhos também tiverem se perdido.
Não sei o que fazer, por enquanto caminho... No caminho que me assegura do que tem no fim, mas aquela rua me chama demais, é uma curiosidade de saber o que tem ali, se vou viver de fato o que parece ter ali...

Ah... espero tanto que um dia esses sonhos se encontrem em um só caminho. Esperar nem sempre é a melhor coisa, mas hoje parece que sim.
Fecho os olhos e desejo bem baixinho, de um jeito que só meu coração ouvirá: "Que essa encruzilhada se torne um só caminho, que esses sonhos se tornem um só"... Quem sabe Deus não faz uma magicazinha...

terça-feira, 26 de julho de 2011

Mudando o método;

E quando é que as portas vão se abrir? Ah, minhas mãos doem de tanto bater à porta, depois de vê-las com sua parte externa calejada, resolvi mudar de método. Parei de bater. Vou construir chaves, quem sabe uma delas não as abre?
Cada chave vai possuir uma estrutura fortificada com conhecimento, em seu interior estará a luta e alguns sonhos. Espero construir uma cabível ao meu real destino.
Hoje não quero nada além que construir minhas chaves... Não quero ganhar alguma, nem encontra-las em um canto qualquer... Depois que abrir a porta em que tanto bati, continuarei a construir, quero abrir ainda mais portas, libertar o que está preso. E só assim me construirei, me abrirei, me libertarei.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Confirmação!

É até estranho ler meu ultimo texto, pois se ele não tivesse sido escrito naquele dia ele ia ser escrito hoje. A certeza foi mais uma vez confirmada, mas de forma diferente: foi uma verdade revelada com muita graça, libertação e sentimentos puros. Eu não sei explicar muito, logo eu, que sempre desafiei tudo pra descobrir todas explicações possíveis, mas hoje não existe explicação... Ou você conhece ou não conhece, ou sente ou não sente - simples. Quem? Deus.
Em três dias, tive a certeza, conheci a verdade que "Jesus me fez com os dois pés firmados na rocha", e eu? Decidi lutar para não cair, não desequilibrar, manter meus pés firmados! Mais uma vez eu repito: "eu escolhi esperar, eu escolhi mudar, eu escolhi deixar". Escolhi esperar o tempo certo pras coisas certas acontecerem, escolhi mudar meu espírito - mais que mudar, preservar, proteger, alimentar -, eu escolhi deixar o que me corrompe, o que me destrói, o que me faz destruir... Escolhi deixar tudo aquilo que me afasta de Deus!
Há tantas coisas acontecendo em minha vida, tudo pede essas escolhas. E eu escolhi de coração aberto, com uma verdade que só pertence a mim. Sem essas escolhas sei que não conquistarei meus sonhos, não vou fazer minhas tão sonhadas modificações no mundo, não vou viver verdadeiramente, e eu preciso disso.
Faço dessa minha escolha a ponta de uma pirâmide. Lá em cima está minhas escolhas, e logo abaixo: minha família, meus amigos, as situações que me fazem pensar diferente, os meus sonhos, e lá em baixo dando o firmamento, a base está o criador, o realizador de tudo isso que se construiu... Deus, aquele que me forma dia-a-dia!
Hoje? Só desejo que essa pirâmide cresça mais e mais a partir dessas escolhas que Deus construiu em mim.

Uma música que faz parte desse momento:


Preciso ser o oposto do que o mundo é
Bater de frente com os meus desejos
Resistir o pecado até o fim
E uma hora ele fugirá de mim.
Preciso preservar os bons costumes
Evitar as más conversações
Me policiar quando os meus impulsos
Ultrapassam os limites da emoção.
Preciso guardar meu corpo
Lembrar que ele é o templo Santo do Pai
Preciso ter atitude
Largar o meu assento e andar com DEUS.

Na palavra vou fortalecer a fé
Colidir com o mundo e ficar de pé
Mais que conhecer, preciso viver
A verdade revelada.
Na palavra vou crucificar meu eu
Lembrar que numa cruz alguém por mim morreu
Hoje é minha vez, agora sou eu
De morrer pro mundo e viver pra DEUS.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Now I know... it's love.

Eu sempre quis a certeza. A certeza de que daria certo, de que é amor mesmo (dado e recebido). Agora que tenho, está dando um medo...
É como se eu tivesse vendo algo nunca visto, sentindo algo nunca sentido, vivendo algo nunca vivido (por ninguém). Na verdade não é como... é mesmo!
É tudo tão diferente, aos poucos consigo não mais olhar pra trás, fixada só no que virá.
Às vezes ainda surge aquela dúvida sabe, mas ela não dura muito tempo... Ele faz com que ela não dure.
Quem vê até pensa que agora vai ser tudo tão simples, mas a verdade é que nenhum amor é simples, ao menos nenhuma história. Se necessita das complicações, das dificuldades pra ver até onde ele sobrevive.
E... aqui ainda há tanta espera, tanta coisa a mudar, a deixar e acho que só hoje eu estou escolhendo de verdade. E eu escolhi esperar, eu escolhi mudar, eu escolhi deixar. Isso, porque eu quero viver... Viver a única coisa que me faz me sentir pura, que me dá sentido. Eu não sei, mas se isso não é o meu prometido, já não é predestinado... é algo muito além.
E...
... ah, eu sempre quis o além mesmo.